domingo, 28 de outubro de 2012
A vida me fez morar em terra alheia,
que hoje descubro também é minha.
Mas minha terra primeira jamais será arrancada de meu peito.
Ah são Luis quero beber com meus olhos tuas ruas, teus casarões,
teus azulejos azuis,
teu mar...
teus mirantes.
Terra do meu amor primeiro
e do meu primeiro amor.
É teu, só teu, meu primeiro e último suspiro.
Eu que tu não conheces, que me confundo
entre a multidão anônima,
que luta no dia a dia pela vida,
que com suor constrói seu viver,
que com sangue luta pela tua liberdade.
Eu, menina, mulher,pequenina,
perdida na gradeza do teu céu azul
avistado entre as folhas de uma palmeira
sonhando um amanhã melhor.
Ah, São Luis, eu estive lá eu vi.
Eu estava lá ...
e vi
covardemente
soldados contra meninos.
Meninos que um homem num Castelo
em brumas... num Palácio dos Leões
ordenou: soldados! Soldados contra meninos
Eu estava lá eu vi,
eu também sofri as feridas daqueles dias.
Tantos rostos, a multidão operária e estudantl anônima,
mas fazedora de história.
Meninos eu vi!
Não queríamos, nós o povo, aenas uma meia passagem,
queríamos uma passagem inteira para a liberdade!
E nós meninos erámos os donos da nossa história.
Ah, São Luis! São Luis dos azulejos e mirantes.
Deixa eu te chorar pela saudade,
que as lágrimas te trarão a mim
como uma miragem na minha vida de tantos desertos.
Ah, São Luis ainda te verei liberta e tua libertação
será o princípio de uma nova revolução
pela liberdade do teu berço? MARANHÃO!
Eu te bebo com meus olhos
e assim vais comigo aonde eu for.
(Nadja Monteiro 29/10/2012)
segunda-feira, 27 de agosto de 2012
bipolaridade entrevista Cassia Kiss
sábado, 18 de agosto de 2012
Em sua entrevista a Carlos Eduardo Cunha, em Iluminuras, Gustavo Dourado (querido primo, grande poeta), fala sobre a historia do Cordel e o apatheid cultural, vale conferir!
Entrevista
http://www.youtube.com/watch?v=8aLqe6EOhS4
Cordel
http://www.gustavodourado.com.br/cordel.htm
bjs
Nadja
segunda-feira, 13 de agosto de 2012
Construindo...Desconstruindo...Reconstruindo
A vida é eterna construção, desconstrução e reconstrução.
Somos seres em eterno sendo, eternas mudanças, novas descobertas, mudança de paradigmas, como disse Raul Seixas "eu prefiro ser esta metamorfose ambulante, do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo"
Convido você a caminhar comigo e construirmos, desconstruirmos, reconstruirmos.
Bjs
Nadja.
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